• Mayra Sallie: beleza e atitude

    21 de outubro, 2015

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    Mayra Sallie tem 23 anos e 1,76 cm. A carioca começou sua carreira de modelo em 2010, quando desistiu do curso de medicina veterinária para seguir a moda.  Para ela, a possibilidade de ser modelo passou longe de sua cabeça até seus 17 anos. Quando pequena, não se achava muito bonita, sequer alimentava quaisquer vaidades e só pensava em ser médica veterinária para tratar de animais de grande porte.

     

    Início da carreira

    Ela conta que, em 2010, quando foi ao show da Ivete Sangalo no CityBank Hall, a cantora pegou uma carta sua e a chamou ao palco; quando a viu se aproximar, falou: “Mayra Bundchen!”, completando com “Gente, ela é linda, magra e não parece modelo?! Vai desfilar aqui no palco no Sangalo Fashion Week!”.

    Morrendo de vergonha, Mayra acabou desfilando mesmo, o que fez com que fosse chamada para participar de concursos. Ela acabou ganhando bolsa em curso preparatório para modelos, começou o teatro e a partir daí sua carreira de modelo realmente começou. “Hoje em dia é o que mais amo fazer: na passarela e em frente às câmeras,  me sinto em casa; é uma sensação indescritível. Quem ama o que faz sabe do que estou falando”, completa Mayra.

     

    Os desafios e pressões do mundo da moda

    O maior desafio foi entrar na carreira, conseguir uma boa agência, trabalhos com cachê, ter que investir em book, ir em vários castings e passar apenas em um deles. Segundo a jovem, isso tudo faz parte dos desafios do início da carreira de toda modelo e com ela não foi diferente.

    Sobre as pressões da ditadura da magreza, Mayra fala que felizmente não sabe o que é isso, comentando: “nunca precisei emagrecer para estar dentro dos padrões adequados; sempre fui magrela mesmo”, brinca ela. Confirma, entretanto, que há, sim, muito este tipo de pressão no meio; para ela, a única preocupação fundamental é o cuidado com a sua pele, já que a sua imagem é seu material de trabalho.

     

    O preconceito racial

    Sobre o preconceito contra negros na moda, Mayra afirma que ”podemos perceber isso na quantidade de modelos negros que estão na mídia, saem em capa de revistas, se destacam em semanas de moda e poucos números nos castings das agências”. Ela diz que sente na pele como é difícil. “Estamos a cada dia conquistando nosso espaço, ainda somos poucos no auge do sucesso, mas somos muitos e muitos escrevendo uma linda história no mercado da moda.”, completa.

     

    Sobre trabalhos, ensaios e desfiles

    Mayra tem marca de Upcycling Jeans com suas amigas sócias, da qual ela também é uma das modelos. “Sou modelo da MIG jeans, mas, na verdade, quando fazemos ensaios da marca nem sempre estou lá; acho legal a ideia de ter outros modelos também, e agora queremos fotografar modelos de todas as medidas. Mas como vivo no atelier produzindo com minhas amigas sócias, também acabo sendo modelo de prova e quando surge a oportunidade de um clique estou lá! Amo!”, conta ela.

    Mayra conta que o trabalho que mais a marcou foi o primeiro casting de agência que ela fez, onde ela foi escolhida para capa e editorial da primeira edição da revista online The Mark Magazine, produzida pela Julia Almeida e o fotógrafo André Nicolau.

    Sobre desfilar ela fala “a passarela me faz um bem tão grande, um prazer enorme, é como se eu estivesse pisando em nuvens essa é a verdadeira sensação, me transformo ali naquele momento e interpreto cada roupa e conceito que visto.”

     

    Sobre sonhos e inspirações

    Mayra sonha com uma carreira internacional e em ser uma Angel da Victoria’s Secret. Tendo como inspiração Naomi Campbell, a modelo conta que sempre acompanhou sua carreira, porque ama a versatilidade dela nas fotos, como ela tem a capacidade de se transformar a cada trabalho que faz, sua singularidade e atitude na passarela, que a inspiram como profissional.

    Ela diz que hoje em dia não tem uma marca preferida, diz que já sonhou com CHANEL, com os desfiles épicos e encantadores, mas ultimamente tem se envolvido muito com a moda sustentável, graças a sua marca. “A MIG jeans abriu muito meus olhos e meu coração em relação a isso.” finaliza a modelo.

Raquel P. Fejgiel

Criei o blog em 2014, com a intenção de escrever sobre moda, gastronomia, lifestyle, beleza e viagens. Sou formada em Jornalismo na UFRJ, Produção de Moda pela Puc-Rio e Branding no IED Rio. Entre vários cursos que fiz na área de moda estão alguns como "Marcas que fazem a Moda no Rio" na Casa do Saber, Personal Stylist e Jornalismo de Moda no Instituto Rio Moda.

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