• Abrindo o Baú da Kio

    18 de março, 2015

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    Toda mulher gosta de joias, que lhes representem alguma coisa, com um significado único; que tenham a capacidade de eternizar memórias. A marca “Baú da Kio” faz exatamente isso, com peças que representam o fundo do mar, o Brasil, a natureza, entre outros. É um trabalho manual delicado, feito com muito empenho e amor.

    Carolina Sant’Anna Villela é a carioca por trás das lindas joias feitas à mão por ela para sua marca, o “Baú da Kio”. Formada em Comunicação Social pela PUC-Rio(2005), ela já trabalhou como assessora de imprensa, produtora de elenco, cultural, de comerciais, filmes, shows e eventos. A designer e produtora é apaixonada por fotografia e pelo mundo imagético. Ela descobriu seu maior talento na joalheria autoral, onde ela mesma faz as peças manualmente. Também formada em Design de Moda (SENAI/Cetiqt), atualmente a designer de joias se divide entre o Baú da Kio e a monitoria nos cursos de joalheria básica e avançada no Espaço Rita Santos, escola onde aprendeu as técnicas de ourivesaria.

    A última exposição dos seus trabalhos aconteceu no evento “O Mercado – Estilistas Independentes”, que ocorreu nos dias 7 e 8 desse mês; o foco desse evento é apresentar vários novos estilistas independentes e seus trabalhos. Assim, é mostrado o que está na moda de forma mais acessível ao consumidores, e também aproximando quem compra, do vendedor e produtor.

     

    Carol deu uma entrevista para o site falando um pouco mais da sua história, de suas inspirações e da confecção das peças.

     

    Porque você escolheu design de joias?

    Cheguei ao design de joias como uma válvula de escape para o ritmo frenético de trabalho no qual me encontrava desde que saí da faculdade. Sou formada em Comunicação Social e Publicidade, e atuei por quase 8 anos como produtora de filmes, publicidades, seriados, eventos e shows.
    Sentia falta de um trabalho manual e analógico, e encontrei no design de joias uma forma de unir minha vontade de criar com a necessidade de executar, herança do meu lado produtora.
    Eu desenhava quando criança (cheguei a ganhar um concurso de desenho, com 7 para 8 anos, da firma que minha mãe trabalhava, a Golden Cross), mas sou super exigente e nunca achei que desenhava tão bem! (Risos)
    Na ourivesaria consigo desenhar minhas ideias, minhas inspirações que viram joias através das minhas próprias mãos e fico muito satisfeita com o resultado.

     

    Porque o nome “Baú da Kio”?

    Um baú pode ter vários significados, mas em todos eles reúne a característica de preservar memórias, sentimentos, bens preciosos. Os baús antigos carregavam os tesouros, as joias; o baú da criança guarda as descobertas, curiosidades, a magia da inocência; os de família, nossas recordações. Uma joia também trás consigo essa relação com a memória.
    Kio, que vem do sânscrito, foi a palavra que encontrei para resumir a minha pessoa.
    Significa interligar, simbolizando a continuidade da vida através do passado, presente e futuro. Representa também o som, que nunca se interrompe, na qual explana o eterno fluir da vida.

     

    Quais as suas inspirações para criar as peças?

    Sou observadora. Amo memorizar seja sensações, momentos, até mesmo um instante. Isso vem da minha paixão pela fotografia, por eternizar imagens. Minha inspiração vem da natureza, do cotidiano: o vento, uma folha que cai, um feixe de luz entrando pela fresta. Pode parecer clichê, mas é realmente o que me motiva a criar, onde suspiro.

     

    Que parte do trabalho de confecção das joias é mais trabalhoso?

    Como se trata de um trabalho manual, o processo de cada joia é mesmo feito à mão, uma a uma, por mim. Em algumas peças utilizo recursos como a fundição da prata, mas a partir de um molde desenvolvido por mim mesma e o acabamento da peça também segue o mesmo processo.
    Das etapas desse processo, a que considero mais trabalhosa é o acabamento, mas que vale todo o esforço, já que é nesta etapa que se atinge o brilho da prata.

     

    Com quais materiais(pedras etc)você mais gosta de trabalhar?

    Eu trabalho basicamente com prata. Sempre gostei de usar prata, me lembra o brilho das estrelas…
    E sou completamente apaixonada pelo titânio, um metal considerado não tão nobre, mas de uma beleza única já que possui uma gama de quase 20 cores, e que no meu caso são atingidas através da coloração manual (com fogo), o que faz de cada peça como um trabalho de pintura.
    De pedraria, o que mais me atrai são as pedras brutas, que preservam seu estado natural e são assim únicas.

     

    Teve alguma peça feita por você que te marcou de alguma forma?

    A nuvem, minha primeira peça de titânio. Ela é delicada, lúdica e ao mesmo tempo elegante (eu acho)!

     

    Para ver e se apaixonar:

    http://www.baudakio.com.br
    https://www.facebook.com/baudakio
    https://instagram.com/baudakio

Raquel P. Fejgiel

Criei o blog em 2014, com a intenção de escrever sobre moda, gastronomia, lifestyle, beleza e viagens. Sou formada em Jornalismo na UFRJ, Produção de Moda pela Puc-Rio e Branding no IED Rio. Entre vários cursos que fiz na área de moda estão alguns como "Marcas que fazem a Moda no Rio" na Casa do Saber, Personal Stylist e Jornalismo de Moda no Instituto Rio Moda.

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